Arquivo de Abril, 2008

Transcrição de dois artigos do Engenheiro Fernando Pacheco

Abril 29, 2008

 

 

NOVO JORNAL DE 18 DE ABRIL DE 2008

Crise de alimentos, segurança alimentar e agricultura sustentável

 

Angola tem condições para envitar alguns males que a actual crise alimentar provoca através de uma política agrícola mais autónoma e substentável

 

 Fernando Pacheco

A REFLEXÃO ACADÉMICA e científica sobre de­senvolvimento é muito pobre em Angola, prin­cipalmente quando se trata de desenvolvimen­to rural, o que é explicado pela subalternização da investigação científica e dos problemas rurais no quadro das prioridades do Governo. A forma como se (não) tem abordado a crise do aumento dos preços dos alimentos entre nós é apenas mais uma evidência disso.

 

Acabada a guerra, aumentou naturalmente o in­teresse na produção camponesa – que errada­mente continua a ser considerada de subsistên­cia, ignorando-se que ela foi responsável pela auto suficiência alimentar de Angola em termos líquidos até 1973 – pelo papel que pode ter na redução do peso do petróleo no Produto Inter­no Bruto. Como durante mais de trinta anos es­ta questão esteve longe do centro do debate na­cional – excepto quando os preços do petróleo baixaram para níveis considerados inquietantes -, não há hoje ideias claras sobre a forma de li­dar com ela.

 

Entendo que o desenvolvimento ou é sustentá­vel, isto é, continuado e com condições para se ampliar e reproduzir, ou não é desenvolvimento. Para isso é fundamental que se tenha em consi­deração, entre outros, o factor humano. Ignorar os sistemas de produção praticados pelos campo­neses, que têm garantido, em situações normais, a sua sobrevivência, é um erro crasso. O aumento da produção em condições como as de Angola pode ser encarado sob duas diferen­tes correntes de pensamento. Uma, a “produtivista“, põe o foco no resultado, isto é, na produ­ção em si, e esteve na base da chamada revolução verde, que permitiu progressos espectaculares na produtividade, mas não acabou com a fome nos países onde ocorreu, excluiu a mulher ou re­duziu o seu papel no processo de tomada de de­cisões relativas à produção agrícola e tem pro­vocado sérios danos ambientais. Outra corrente é a “ecológica” ou “sustentável“, que dá ênfase ao processo de transformação gradual dos siste­mas tradicionais, em que o produtor, o elemento-chave, ganha consciência da necessidade de tal transformação, e tem mais preocupações com a preservação do ambiente. Ela preconiza a evolu­ção para os chamados sistemas agro-silvo-pastoris, baseados na associação de culturas anuais ou fruteiras, com a criação de gado e a exploração florestal, pois, se o agricultor tiver gado e explo­rar a floresta – natural ou plantada – poderá dis­por de matéria orgânica para melhorar a estru­tura dos solos, reduzir a sua acidez e defendê-los contra a erosão, males que afectam a produção em quase todo o território narional e contribuem para a degradação ambiental. Ao contrário do que é hoje o pensamento dominante em Angola, esta linha – e não a produtivista – é considera­da mais “moderna” ou avançada a nível mundial, e não é de estranhar que os chamados produtos orgânicos sejam os mais caros em qualquer su­permercado dos países desenvolvidos. Ao mesmo tempo, ela confere menos dependência em rela­ção aos mercados internacionais, o que se revela particularmente importante nos dias de hoje. Se se tivessem em conta os tais saberes e siste­mas, muitas das catástrofes alimentares pro­vocadas por irregularidades climáticas seriam evitadas. É verdade que os actuais sistemas de produção são menos produtivos que os “moder­nos”, mas são claramente social e ecologica­mente mais sustentáveis. Nestes últimos anos os camponeses que semearam milho, massango e feijão de variedades mais resistentes à seca e às pragas e doenças, ou plantaram mandioca ou batata doce, estiveram mais protegidos contra a seca. Não foi por acaso que este ano, nas provin­cias de tradição de mandioca – cultura que nun­ca mereceu atenção por parte da investigação no tempo colonial – não há tanta fome como nas produtoras de cereais com variedades conside­radas mais produtivas. Os preços da fubá não su­biram tanto nos mercados de Malanje como nos dos municípios da Huíla hoje considerados o ce­leiro do País.

 

Uma instituição científica como o Centro Nacio­nal de Recursos Fitogenéticos, que tem recolhido por quase todo o território, preservado e multi­plicado material que reconhecidamente dá mais garantias aos pequenos agricultores, apesar de algumas melhorias recentes é praticamente ig­norado, e só a persistência dos seus membros faz com que não caia no esquecimento total. Infeliz­mente ainda há outras prioridades que se sobre­põem à segurança alimentar de milhões de ango­lanos.

 

Angola tem condições para evitar alguns dos ma­les que a actual crise alimentar provoca, porque ainda está a tempo de definir uma política agrí­cola mais autónoma e sustentável. Para isso tem de reflectir e debater sobre algumas das opções que se desenham e põem em perigo tal opção, como a criação de gado de larga escala e a produ­ção de biocombustíveis sem que condições téc­nicas e científicas estejam reunidas para tal. Vol­tarei ao assunto.

 

 

CONVERSA NA MULEMBA

 

CHEIAS: QUAIS  AS VERDADEIRAS CAUSAS DAS CATÁSTROFES?

 

 

 

Prometi, na última conversa, abordar hoje o tema da segurança alimentar dos camponeses pobres e sua contribuição para o mercado numa perspectiva sustentável, a partir do aproveitamento e melhoria dos seus sistemas de produção tradicionais. Porém, o drama das cheias que tem fustigado as populações pobres da região do Complexo do Leite que, como fiz notar na altura, abrange exactamente as áreas agora afectadas, levou-me a adiar esse propósito e dedicar atenção a este fenómeno pela sua actualidade.

 

Afirmei na conversa de então que não me parecia correcto relacionar a chamada seca com as alterações climáticas ou o aquecimento global de ânimo leve. Na verdade, irregularidades climáticas são frequentes, principalmente quando se está perante ecossistemas equilíbrios frágeis. Algumas pessoas acharam que as minhas afirmações não faziam muito sentido. Na sexta feira, 14, um responsável do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica afirmou o mesmo em entrevista à TPA, e acrescentou que não só esta concentração excessiva das chuvas nos meses de Fevereiro a Abril era previsível, como também que o INAMET havia alertado as autoridades competentes para o facto (lembro-me de ter ouvido tal informação numa estação de rádio num dos últimos meses de 2007). Infelizmente, na nossa governação predomina a improvisação e despreza-se com demasiada frequência o conhecimento técnico-científico, o que faz com que na maioria das vezes se ignorem as causas dos fenómenos e acontecimentos e se atente apenas nas suas consequências. Além disso, gerir situações de emergência, em que a utilização e fiscalização dos fundos públicos  é ainda menos rigorosa, pode ser um bom “negócio”.

 

Lembro-me do fascínio que a paisagem das chanas alagadas do Kunene me causou quando lá estive pela primeira vez no inicio dos anos 70, precisamente no mês de Março, que se foi repetindo ao longo dos anos. Aprendi então que os pastores geriam de modo bem racional a relação entre a água e as pastagens, quer no período seco, quer no  das chuvas. A convivência com cheias é, pois, algo natural para as populações do Kunene e de outras áreas do Complexo do Leite. Quais podem ser, então, as causas da situação actual?  

 

Não direi que a culpa reside por inteiro nas desadequadas políticas e estratégias do pós independência, porque isso não é verdade. Estes problemas começaram quando os portugueses introduziram o sistema de “ranching” no sul de Angola sem terem em linha de conta as especificidades dos ecossistemas, nem os conhecimentos dos povos pastores  na gestão dos recursos naturais. Entenderam que era “lógico” colocar arame à volta das terras ilegitimamente ocupadas e realizar obras de engenharia que destruíram a vegetação natural e as linhas de água e perturbaram as transumâncias e todo o sistema tradicional de criação de gado. Essa política foi mais tarde denunciada por vários técnicos e cientistas, quando começaram a aparecer os primeiros resultados dos investimentos na investigação realizados pelos portugueses a partir do início da década de 60, incluindo o engenheiro Eduardo Cruz de Carvalho, fundador da Missão de Inquéritos Agrícolas de Angola.

 

O grande erro da política actual consiste na recuperação do sistema de “ranching” ignorando as lições do passado, o que é agravado pela elevada concentração humana nas cidades e pelo deficientíssimo  planeamento territorial. Aliás, essa é quase uma constante das políticas e práticas actuais. Perante colapsos ou “desconseguimentos”, as soluções são procuradas no passado colonial, o que poderia não ser um erro se houvesse cuidado em separar as boas das más práticas. Mas, sobretudo, é necessário ter em conta os conhecimentos técnico-científicos e os saberes tradicionais acumulados.

 

O economista José Gonçalves fez e publicou recentemente estudos sobre a água no Kunene abordando a sua dinâmica e influência na vida das populações. Quantas fazedores de políticas e estratégias a nível nacional e regional os leram ou tiveram em conta? O jornalista Paulo Araújo contou num programa da LAC – Luanda Antena Comercial, no passado sábado, 15, que o local onde se encontra a cidade de Onjiva, de acordo com informadores seus, chamar-se-ia antes da ocupação portuguesa “onjeva”, que em língua kuanyama significa “pulseira” ou “anel”, porque era o único pedaço numa enorme extensão de terra, em forma circular, que não era atingido pelas  águas por ocasião das grandes cheias. Os portugueses trocaram “onjeva” por “onjiva”, palavra que não tem qualquer significado, mas o certo é que uma parte da cidade não ficou agora submersa pelas águas. Quantas vidas e recursos não seriam poupados se exemplos deste tipo fossem mais frequentes? A propósito: não será esta uma boa oportunidade para a cidade recuperar o seu provável verdadeiro nome?  

 

                                                                            Fernando Pacheco, 16 de Março de 2008    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repercussão

Abril 27, 2008

O jornal “Cruzeiro do Sul” publicou uma noticia  relativa  as nossas  proximas Jornadas de Estudos.

O  colega Guilherme Santos  da Huila  continua  a fazer contactos  com centros da Huila e Huambo para participação nas mesmas  jornadas e  articulação de trabalhos. Aguardamos textos desses  colegas.

É provavel que J. Gonçalves traga alguns exemplares da Revista da Faculdade de Educação da Universidade do Estado da Bahia (como já ocorreu em ocasiões  anteriores) e que a Editora Nzila coloque à venda varias edições  relacionadas com nosso tema.

CNUCED E AGRO-ALIMENTAR

Abril 21, 2008

Decorre em Accra a reunião geral da Conferencia das Nações Unidas sobre Comercio e Desenvolvimento (CNUCED), onde  as  causas  de aumento dos preços agricolas esteve em destaque na cerimonia inaugural. Falaram o Secretario-Geral da ONU e os Presidentes de Ghana e Brasil (ver foto). Vamos tentar obter alguns dos documentos desta reunião para informação dos participantes  das nossas  Jornadas de Julho proximo.

Site da reunião (em inglês, francês  e espanhol): www.unctadxii.org

os três oradores na abertura da CNUCED em Accra

comércio informal agricola na Huíla (foto tirada de site www.cpires na Internet)

 

Qual é o potencial em recursos e talentos humanos que a Huíla possui?

Abril 21, 2008

por Guilherme Santos 

 Quando se fala em potencialidades da província da Huíla ou do país, de imediato pensamos nos recursos naturais como os minerais, as águas, as terras, as florestas, os animais, as montanhas, etc. Mas, neste espaço, falaremos sobre outro tipo de potencial, ou seja, os recursos e/ou talentos humanos que esta linda terra possui, quer em termos da sua diversidade e da riqueza em conhecimentos, experiências, saberes, habilidades e competências, quer em termos intuitivos, empíricos, religiosos, teológicos, técnico e tecnológico, filosóficos ou científico. Ora vejamos:

O tecido humano do eixo sócio-cultural e do sistema de produção da região rural dos pastores e agro-pastores, que vai desde o município dos Gambos ao de Quilengues, possui uma riqueza secular e endógena sobre o maneio tradicional do gado e da vida humana. Este sistema é altamente adaptado e de uma vitalidade inestimável num ambiente ecologicamente frágil, que caracteriza a região Sudoeste de Angola. Tal sistema, não se rege somente por critérios físicos – pastos e água, como muitas vezes se faz crer, mas, sobretudo, por critérios de ordem cultural, social, psicológico e ambiental. Até mesmo aqueles que se dizem detentores de sistemas de maneio dito “moderno” recorrem aos sistemas de maneio das populações locais para criarem, cuidarem e manterem o seu gado.

Um outro eixo é o do sistema agrícola da região rural Norte da província, na zona de transição para o Planalto Central, sobretudo, no triângulo geográfico dos municípios de Caconda, Kaluquembe e Chicomba, que tem um valioso capital social e humano sobre agricultura, comércio e formas de organização social.

Se fizermos uma incursão nalguns grupos sociais ou famílias de zonas de agricultura periférica nas localidades de Capunda Cavilongo, no município da Matala, na Palanca, município da Humpata ou na Mapunda, município do Lubango, encontraremos gente com conhecimentos e habilidades acumulados ao longo dos anos sobre horticultura, fruticultura e fabrico artesanal dos deliciosos derivados da carne de porco – o chouriço, o torresmo, o paio, o presunto e outros.

Deste modo, a diversidade etnolinguística e cultural composta por vários segmentos sociais significativamente representados na província, como os Nyaneka Nkumbi, os Tchokwe, os Ovinbundu e os Nganguela, estabeleceram ao longo dos anos, relações, trocas, cruzamentos, partilhas e interacções que é hoje uma síntese, uma mais valia de todos nós que vivemos neste espaço geográfico. O mesmo é válido em relação aos chamados tipo somático ou “raças”.

Para além disso, a diversidade das confissões religiosas, sobretudo as religiões tradicionais Cristãs, é também um potencial e uma riqueza da antropologia e das liberdades. Estas Igrejas, que ao longo de muitos anos de evangelização e de educação de gerações e gerações, são hoje, os principais guardiões da tradição da cultura letrada e da fé Cristã. São elas, que apesar de tudo, ainda sustentam os pilares dos valores humanos mais altos, neste mundo caracterizado por  modelos e tendências cada vez mais perversas e individualistas. São muitos, os consagrados de todas as denominações que estão em lugares mais remotos dando apoio espiritual e social a pessoa humana.

 A presença e a influência da Universidade cuja tradição académica remonta desde o tempo colonial, se afirmou no contexto nacional. É incontornável falar da Universidade em Angola sem fazer referência ao Lubango. Aliás, há muitas evidências no país e no mundo de notáveis personalidades que aqui se formaram. E o sistema universitário vai se reproduzindo, alargando e ampliando noutras áreas do saber.

A presença daqueles que se formaram na Faculdade de Ciências Agrárias do Huambo, em Cuba, na Europa, em Luanda e noutras paragens do mundo, sejam ele(a)s nacionais ou estrangeiros.

O ensino médio das diferentes áreas de conhecimentos “produziu” muita e boa gente. As artes e ofícios como os mecânicos, os pintores, os bons cozinheiros, os músicos, os homens da arte e da cultura são uma parte daquilo que é mais importante que a Huíla possui. Os grandes, os médios e os pequenos aglomerados urbanos da província e as suas dinâmicas e vitalidade do mercado informal – serviços, produção e comércio, é um potencial de conhecimentos e habilidades e experiência sem autor, para conseguir se manter e desenvolver.

Em suma, este é outro tipo de potencial que às vezes é pouco referenciado, sobretudo numa era em que Angola está a revitalizar-se em quase todos os aspectos.

prosseguindo

Abril 16, 2008

As tomadas de posição de altos  dirigentes de instituições financeiras,  como o FMI e o Banco Mundial, sobre a espiral de preços dos cereais e artigos na midia internacional sobre o mesmo tema, são motivo suplementar de interesse para as nossas Jornadas de estudo deste  ano.

Estamos a trabalhar na  seguinte formula:

datas: 10 a 15 de Julho

primeiro dia: água e desenvolvimento – J.Gonçalves

segundo dia: projectos agricolas e economia – J. Cerqueira

terceiro dia : pecuaria e ruralidades – G. Santos e  grupo do Lubango

quarto dia: avaliação dos numeros produzidos e discussão geral sobre as proximas edições dos “Cadernos de Pesquisa”

quinto dia: reunião geral sobre colaboração inter-centros.

Esta formula deverá ser confirmada até final deste mês. Na ausência do Padre Dionisio, que se encontra na CEAST em Luanda, assume a coordenadação o Padre Leopoldo.

PREÇOS DE PRODUTOS ALIMENTARES EM ALTA NO MUNDO

Abril 10, 2008

Este é um assunto que pode ser abordado nas nossas proximas Jornadas de estudo. Com efeito, o mercado mundial regista uma acentuada  subida de preços de bens alimentares, causa de inflação inclusive em países desenvolvidos, como a França. O DG da FAO avisou que esta situação pode provocar mais fome e o PAM  já pediu aumento de verbas para manter seus programas.

Uma das razões para a subida é o aumento do consumo alimentar em  grandes países emergentes como China, India e Brasil, mas há tambem  referencias ao aumento de produtos agricolas na produção de biocombustiuveis. Qual dos dois tem mais peso, é motivo para fortes debates em várias partes do mundo.

O que é certo é que esta situação é, ao mesmo tempo, umgrande desafio e uam boa perespectiva para a agricultura.

Huambo: PCA do BIC apela empresários a investirem no ressurgimento de indústrias agro-pecuárias

Abril 10, 2008

 

 Da Angop

Huambo, 09/04 – O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco Internacional de Crédito (BIC), Fernando Telles, apelou recentemente, na cidade do Huambo, os empresários nacionais e estrangeiros a investirem no ressurgimento de indústrias agro-pecuárias com finalidade de se tirar maior proveito das potencialidades que esta região dispõe, bem como acelerar o seu desenvolvimento socioeconómico.Para ele, independentemente dos investimentos que estão a ser feitos no sector hoteleiro, mobiliário e outros, é importante começar-se a pensar no fomento da produção industrial agro-pecuária para que num curto espaço de tempo a província recupere o estatuto de celeiro de Angola, ostentado nas décadas anteriores.

O que se espera, realçou Fernando Telles, é que haja mais empresários a investirem neste sector e que seja dada maior atenção na produção de cereais diversos, dada a sua cotação no mercado internacional.

“Deve-se incentivar os empresários que tenham ambições de explorar as grandes fazendas que o Huambo tem ou então sejam encetadas parcerias de angolanos para o exterior, afim de elevar a produção de subsistência”, disse.

Fernando Telles reconheceu ainda que os actuais níveis de produção agro-pecuária, caracterizados em exploração de pequenos hectares de terra, não tornam viáveis os grandes projectos de investimentos tendentes a dotar a actividade de meios modernos que garantem uma maior produção.

O PCA do BIC anunciou também que a sua instituição financeira dispõe de crédito utilizável estimado em um bilião e 500 milhões de dólares para apoiar diversas iniciativas empresariais ou de cidadãos singulares em todo o país.

Para tal, alertou, tais montantes serão apenas adjudicados para o apoio de projectos com carácter empreendedor que apresentam viabilidade e rentabilidade.

Instalado na província do Huambo em 2006 o Banco Internacional de Crédito já conta com três balcões, dos quais dois estão na cidade do Huambo e um na cidade da Caála, a 23 quilómetros da capital da província.

 

 

Abril 9, 2008

O nosso colega Guilherme Santos  confirmou sua presença nas Jornadas e com ele virão outros participantes do Lubango que, em conjunto, conduzirão  uma das sessões de trabalho. Cada sessão ocupará um dia com comunicações  e  debate dedicadoa um sub-tema.

Datas

Abril 9, 2008

A título indicativo informamos que as jornadas de estudo deste ano terão lugar entre 10 e 16 de Julho. Confirmaremos e daremos os primeiros elementos do programa  após o regresso a  Ondjiva do Padre Dionisio, Director Executivo do CEED, que se deslocou a Luanda.

COTAÇÃO INDICATIVA DE CAMBIOS

Abril 7, 2008
Dados  divulgados pela Angop

Luanda, 07/04 – O dólar norte-americano está hoje (segunda-feira) cotado no Banco Nacional de Angola (BNA) a 74,879 Akz (compra) e a 75,253 Akz (venda).

Eis o quadro de câmbios das principais divisas em relação ao Akz, segundo a taxa de referência do BNA:

Moedas Sigla Compra Venda
Libra GBP 148,941 149,701
Dólar Americano USD 74,879 75,253
Franco Suíço CHF 73,794 74,156
Coroa Sueca SEK 12,501 12,563
Coroa Norueguesa NOK 14,720 14,790
Coroa Dinamarquesa DKK 15,648 15,725
Dólar Canadiano CAD 74,299 74,663
Yen Japonês JPY 0,731 0,735
Euro EUR 116,714 117,305
Dólar Namibiano NAD 9,557 9,608
Rand Sul-africano ZAR 9,557 9,608